Como automatizar a coleta de imagens térmicas com o Dynamox Lens?

Como automatizar a coleta de imagens térmicas com o Dynamox Lens

Automatizar a coleta de imagens térmicas é um passo estratégico para indústrias que desejam evoluir a sua manutenção preditiva

Em muitas plantas, a termografia ainda depende de inspeções periódicas realizadas manualmente, por meio de sensores portáteis, com rotas programadas e registros isolados. 

Embora essa prática permita identificar pontos de aquecimento, ela limita a frequência das análises, expõe técnicos a ambientes de risco e dificulta a criação de um histórico estruturado por ativos.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender as limitações das inspeções manuais, os benefícios do monitoramento térmico contínuo e como integrar as imagens do Dynamox Lens à plataforma Dynamox para aumentar a segurança operacional dos sistemas elétricos, a rastreabilidade das informações e a confiabilidade dos ativos.

Por que a inspeção térmica manual limita sua estratégia preditiva?

A inspeção termográfica manual ainda é amplamente utilizada na indústria. No entanto, quando a estratégia de manutenção depende exclusivamente de rotas periódicas, algumas limitações estruturais comprometem a previsibilidade e a segurança da operação.

Inspeções periódicas e não contínuas

A coleta ocorre em intervalos definidos: semanal, mensal ou trimestral. Entre uma inspeção e outra, aquecimentos progressivos podem evoluir sem monitoramento, reduzindo a capacidade de antecipação de falhas elétricas.

O mesmo vale para avarias e mudanças no sistema, muitas vezes não documentadas ou registradas apenas de forma provisória.

Dependência de rotas manuais

A execução depende da disponibilidade do técnico, da programação de paradas e do acesso físico ao ativo.

Isso cria variações na frequência e na qualidade da coleta, aumenta o risco de atividades postergadas e soma o fator de erro humano, já que o resultado da inspeção depende diretamente da atenção e da técnica de quem a realiza.

Exposição do técnico a ambientes de risco

Painéis energizados, espaços confinados e áreas de difícil acesso exigem procedimentos de segurança rigorosos. Ainda assim, a presença humana em ambientes elétricos críticos aumenta a exposição a riscos operacionais.

Além disso, antes de qualquer inspeção com sensor termográfico portátil, é preciso seguir os procedimentos de segurança da NR-10, como o DDS (Diálogo Diário de Segurança), além de preencher a APR (Análise Preliminar de Risco). 

Essas etapas, por si só, já consomem tempo do inspetor e evidenciam os riscos e perigos envolvidos na atividade.

Falta de histórico estruturado por ativo

Registros manuais, imagens armazenadas localmente ou relatórios isolados dificultam a rastreabilidade térmica ao longo do tempo. 

Na termografia offline, é comum que o técnico capture as imagens com a câmera portátil e, depois, precise extrair prints de tela ou baixar os arquivos manualmente para selecionar os momentos mais relevantes: um processo que consome tempo e dificulta a padronização.

Dessa forma, sem um histórico organizado, a análise de tendência perde precisão.

Dificuldade de integração com outros dados de condição

A termografia realizada manualmente costuma ser analisada de forma isolada, sem correlação automática com dados de vibração, temperatura ou corrente elétrica, limitando o diagnóstico preditivo.

Portanto, essas limitações não tornam a inspeção manual obsoleta, mas evidenciam a necessidade de evoluir para um modelo mais automatizado, contínuo e integrado à estratégia de manutenção preditiva.

O que significa automatizar a coleta de imagens térmicas?

Automatizar a coleta de imagens térmicas significa substituir inspeções pontuais por um sistema capaz de registrar, armazenar, disponibilizar online e analisar termogramas de forma contínua e estruturada.

Assim, ao invés de depender de rotas manuais, a captura das imagens ocorre de maneira programada e automática, garantindo frequência consistente e rastreabilidade por ativo monitorado.

Na prática, isso envolve:

  • Monitoramento térmico contínuo: o sensor é instalado de forma fixa, posicionado para monitorar o ativo, e realiza leituras em intervalos configuráveis, permitindo acompanhar a evolução de aquecimentos ao longo do tempo, e não apenas em momentos específicos.
  • Envio automático de imagens para a nuvem: os termogramas são transmitidos automaticamente para uma plataforma online, eliminando armazenamento local e reduzindo o risco de perda de informações.
  • Armazenamento histórico por ativo: cada imagem térmica fica associada ao equipamento monitorado, criando um histórico organizado que facilita a análise de tendência e o diagnóstico preditivo.
  • Eliminação de inspeções repetitivas: a automação reduz a necessidade de deslocamento constante de técnicos para coletar imagens em ativos fixos, liberando a equipe para atividades de maior valor estratégico.
  • Integração com dados de vibração e temperatura: quando integrado a uma plataforma de monitoramento de condição, o sensor termográfico permite correlacionar aquecimentos anormais com outros sintomas de falha, ampliando a precisão do diagnóstico.

Automatizar, portanto, não significa apenas digitalizar a inspeção térmica, mas integrar a termografia à estratégia de manutenção preditiva, transformando imagens isoladas em dados estruturados para tomada de decisão.

O que é o Dynamox Lens?

O Dynamox Lens é um sensor termográfico fixo, equipado com lente infravermelha e lente de luz visível, desenvolvido para automatizar a coleta de imagens térmicas na manutenção preditiva. 

dynamox lens

Instalado de forma fixa e posicionado para monitorar o ativo, ele realiza a captura contínua de termogramas — complementados por imagens de luz visível, que facilitam a localização e identificação do componente analisado — sem a necessidade de inspeções presenciais recorrentes, garantindo maior frequência de coleta e rastreabilidade das informações.

Para atender às demandas industriais, o Dynamox Lens foi projetado com características técnicas adequadas ao monitoramento elétrico:

  • Faixa de temperatura: -20 °C a 550 °C
  • Resolução térmica: 256 x 192 px
  • Campo de visão: 90° x 73,7°
  • Distância de medição recomendada: 0,3 a 3,5 metros
  • Alimentação: baterias recarregáveis ou 5Vdc – 2A

Além disso, por ser um sensor fixo e sem fio, o Dynamox Lens elimina a dependência de rotas manuais e permite monitoramento térmico em ativos elétricos críticos, inclusive em espaços confinados ou de difícil acesso.

Como o Dynamox Lens funciona?

O Dynamox Lens funciona como um sensor termográfico fixo, posicionado próximo ao ativo, com a lente apontada para os pontos críticos que se deseja monitorar. 

A partir dessa posição, ele realiza capturas térmicas em intervalos programados e as envia automaticamente, via Bluetooth, para o DynaGateway já instalado na planta, que por sua vez transmite os dados para a Dynamox Platform, viabilizando o monitoramento termográfico contínuo do ativo.

O sensor possibilita o acompanhamento da temperatura de ativos por meio de telemetria de diferentes pontos de minuto em minuto e imagens infravermelhas detalhadas, identificando pontos quentes específicos e análise de tendências para tomada de decisões para garantir máxima eficiência e confiabilidade.

Para instalar o Dynamox Lens, siga os passos a seguir.

Passo 1: identifique ativos que exigem monitoramento contínuo

O primeiro passo é mapear ativos elétricos críticos ou de difícil acesso. 

O Dynamox Lens é indicado para monitorar conexões, cabos, disjuntores, barramentos, data centers, torres de transmissão, máquinas rotativas, transformadores e painéis elétricos, sobretudo quando há histórico de aquecimento, sobrecarga ou risco de curto-circuito.

barramentos elétricos
Exemplo de barramento elétrico

Logo, ativos que demandam acompanhamento frequente ou que oferecem risco elevado durante inspeções presenciais são candidatos ideais para automação.

Passo 2: defina pontos de instalação e campo de visão

O posicionamento do sensor deve respeitar seu campo de visão de 90° x 73,7° e a distância recomendada entre 0,3 e 3,5 metros. 

Termografia em motores elétricos: o que analisar e como documentar?

Além disso, com resolução térmica de 256 x 192 pixels, o Dynamox Lens capta múltiplos pontos de temperatura em uma única imagem, formando um mapa térmico completo do componente monitorado.

Um exemplo de instalação seria na parte interna de uma porta de um quadro de distribuição ou acionamento. 

Como o Lens é leve e pequeno, podendo ser fixado com imãs, você pode instalar em diversos lugares. Dentro de quadros, a possibilidade de utilização de uma fonte de 5v é muito grande, o que facilita esse tipo de alimentação.

Passo 3: instale o sensor termográfico fixo próximo ao ativo

O Dynamox Lens é um sensor termográfico fixo, equipado com lente infravermelha e lente de luz visível, projetado para permanecer instalado de forma contínua, posicionado para monitorar o ativo. 

Por ser um dispositivo sem fio, ele reduz a necessidade de inspeções manuais repetitivas e diminui a exposição de técnicos a ambientes energizados ou confinados.

Ele se comunica via sinal sem fio (Bluetooth) diretamente com o DynaGateway já instalado na sua planta para os sensores de vibração (DynaLoggers). O resultado é um sistema único, sem fio, sem complicação e sem riscos adicionais.

Passo 4: configure o intervalo de telemetria

Após a instalação, é possível configurar o envio das imagens térmicas em intervalos entre 1 e 60 minutos, de acordo com o nível de criticidade do ativo. 

Essa configuração permite ajustar a frequência de coleta à estratégia de manutenção preditiva, garantindo registro diário estruturado de termogramas.

Passo 5: envie automaticamente as imagens para a plataforma Dynamox

As imagens captadas pelo Dynamox Lens são enviadas automaticamente para a Dynamox Platform, onde ficam armazenadas na nuvem e associadas ao ativo monitorado. 

Dessa forma, elimina-se o armazenamento local e relatórios isolados, criando um histórico termográfico organizado e rastreável ao longo do tempo.

Tela de exemplo da Dynamox Platform

Passo 6: correlacione imagens térmicas com dados de vibração e temperatura

Na plataforma Dynamox, os termogramas podem ser analisados junto com dados de vibração, temperatura e histórico de falhas do ativo.

Termografia em motores elétricos: o que analisar e como documentar?
Utilizando o Dynamox Lens na Dynamox Platform

Essa visualização unificada permite:

  • Acompanhar tendências térmicas ao longo do tempo;
  • Correlacionar aquecimentos anormais com outros indicadores de condição;
  • Identificar padrões de degradação;
  • Priorizar intervenções com base em múltiplos dados.

Como resultado, temos uma visão integrada da saúde do ativo, eliminando análises isoladas e acelerando decisões de manutenção.

Quais os benefícios práticos da automação com o Dynamox Lens?

Automatizar a coleta de imagens térmicas com o Dynamox Lens gera impactos diretos na segurança operacional dos sistemas elétricos e na confiabilidade da manutenção preditiva. 

Entre os principais benefícios estão:

  • Detecção antecipada de aquecimentos anormais: o sensor termográfico capta variações de temperatura invisíveis a olho nu, permitindo identificar superaquecimentos em conexões, cabos, disjuntores e painéis elétricos ainda em estágio inicial.
  • Antecipação de riscos de curto-circuito e incêndio: ao monitorar continuamente pontos críticos, o Dynamox Lens auxilia na identificação de condições que podem evoluir para falhas elétricas mais graves.
  • Aumento da segurança no monitoramento de ativos elétricos: como o sensor permanece instalado de forma fixa, reduz-se a necessidade de inspeções manuais em ambientes energizados ou de difícil acesso.
  • Redução de paradas não planejadas da planta: a identificação precoce de anomalias térmicas permite planejar intervenções antes que ocorram falhas críticas.
  • Ampliação da disponibilidade dos ativos elétricos: o acompanhamento contínuo contribui para a manutenção da saúde dos ativos monitorados e para maior estabilidade operacional.
  • Baixo custo de aquisição e operação: o Dynamox Lens foi desenvolvido para oferecer monitoramento termográfico contínuo com integração direta à plataforma Dynamox, otimizando a gestão sem exigir estruturas complexas de inspeção.

Desse modo, é possível aumentar a segurança operacional dos sistemas elétricos, reduzir riscos e contribuir para maior disponibilidade dos equipamentos monitorados.

Se sua planta ainda depende de inspeções térmicas manuais em ativos críticos ou de difícil acesso, este é o momento de evoluir sua estratégia.

Fale com um especialista da Dynamox e descubra como automatizar a coleta de imagens térmicas na sua operação, aumentando a previsibilidade e a confiabilidade da manutenção elétrica.

Perguntas frequentes sobre o Dynamox Lens

Qual a diferença entre sensor termográfico e sensor de temperatura?

O sensor de temperatura mede um ponto específico de um componente ou estrutura. Já o sensor termográfico capta vários pontos de temperatura em uma única imagem, gerando um mapa térmico do equipamento monitorado.
Na manutenção preditiva, essa diferença é importante porque o sensor termográfico permite visualizar variações térmicas distribuídas na superfície do ativo, facilitando a identificação de aquecimentos anormais invisíveis a olho nu.

É possível substituir totalmente a inspeção manual?

A inspeção térmica pode ser automatizada por meio de sensores conectados, como o Dynamox Lens, integrados à Dynamox Platform. Com o monitoramento termográfico contínuo e envio automático das imagens para a nuvem, reduz-se a necessidade de inspeções manuais repetitivas, sobretudo em ativos críticos ou de difícil acesso. Além disso, a estratégia ideal depende da criticidade e da política de manutenção da planta.

Como escolher um sensor termográfico para manutenção preditiva?

Ao escolher um sensor termográfico, é importante avaliar:
– Faixa de leitura de temperatura;
– Resolução térmica e óptica;
– Precisão e continuidade das medições;
– Durabilidade do equipamento;
– Integração com sistemas de monitoramento e armazenamento de dados.
O Dynamox Lens atende a esses critérios ao oferecer faixa de medição de -20 °C a 550 °C, resolução de 256 x 192 px e integração direta com a plataforma Dynamox para armazenamento e análise dos dados. Essas práticas seguem as diretrizes da ISO 18434, norma de referência para o uso da termografia na manutenção de máquinas.

O Dynamox Lens pode ser usado junto com sensores de vibração?

Sim. As imagens térmicas enviadas pelo Dynamox Lens são integradas à Dynamox Platform, onde podem ser correlacionadas com dados de vibração, temperatura e histórico de falhas do ativo monitorado. Ademais, essa integração permite visualizar todos os indicadores de condição em uma única plataforma, facilitando o diagnóstico e a priorização de intervenções.

publicado
Categorizado como Termografia

Por Deyvid Pacheco

Entusiasta da transformação por meio do conhecimento e educação. Anos de engenharia e experiência na indústria se transformaram em conteúdos ricos e transformadores que hoje são usados para alavancar, dar sentido e direção a milhares de carreiras.