Principais estratégias de manutenção na indústria

Quais as estratégias de manutenção na indústria que podem efetivamente aumentar a competividade? Confira!

A ABRAMAN – Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – traz em seu Documento Nacional, uma pesquisa que representa uma amostra da indústria nacional.

Um indicador de que aproximadamente 5% do faturamento bruto da indústria é gasto com manutenção.

A indústria de transformação é um ambiente diversificado de fábricas e modelos operacionais que podem ter sua competitividade avaliada de diversas formas.

Há indústrias que avaliam o custo de manutenção como uma participação do custo total de produção.

O certo é que há poucos dados disponíveis para segmentos industriais específicos, especialmente no Brasil, de qual fator de representatividade seria adequado para o cálculo percentual do custo da manutenção.

Estratégias de manutenção na indústria

Imagina-se que cada indústria ou setor industrial busque as melhores estratégias de manutenção na indústria. Isto é, uma combinação de técnicas de manutenção que gerem o que consideram os melhores resultados.

Por sua relevância, os custos de manutenção vão se refletir no resultado financeiro de uma organização.

Os três principais itens desse custo são: a mão de obra, os materiais (peças de reposição) e custos com serviços subcontratados.

Neste texto serão abordados dois indicadores para avaliar a efetividade da estratégia de manutenção: custo de manutenção em função do Valor de Reposição do Ativo (RAV) e a Efetividade Global do Equipamento (OEE).

CUSTO DE MANUTENÇÃO EM FUNÇÃO DO VALOR DE REPOSIÇÃO DO ATIVO

Há entidades internacionais que avaliam a eficácia de programas de manutenção como um percentual do valor de reposição deste ativo ou RAV – Replacement of Asset Value.

Valor de Reposição do Ativo é uma forma de auditar programas de manutenção, estabelecendo a representatividade do custo anual de manutenção em relação ao valor de uma completa substituição do ativo.

Assim, a manutenção se torna uma fração do custo total de aquisição do ativo.

Quanto menor esse índice, maior é a geração de valor do programa de manutenção para a organização.

O método para encontrar o RAV é definido por:

  1. A soma de todos os custos de manutenção relacionados a um ativo ou conjunto de ativos ao longo de um ano.
  2. Multiplica-se esse número por 100.
  3. Divide-se o resultado do primeiro e segundo item pelo custo total de substituição do ativo.

Que índice é aceitável? O custo de manutenção em 3% do RAV, faria com que as práticas de manutenção dessa indústria entre as melhores do mundo.

Porém, essa é uma questão que varia de organização para organização. O certo é que o índice depende da estratégia de manutenção aplicada.

Se a indústria em questão estiver trabalhando com a manutenção reativa – corretiva, conserta quando quebra – esse índice pode chegar próximo a um quinto do RAV anual de acordo com o The Maintenance Phoenix americana e, no caso de manutenção proativa – preventiva e preditiva – pode chegar a 1,4%.

Lembre-se o leitor que assim como o custo de manutenção baixa, a produtividade e qualidade da produção aumentam com a implementação de um plano de manutenção proativo.

As indústrias que adotam uma manutenção proativa, como a manutenção centrada na confiabilidade ou MCC, do termo inglês RBM – Reliability Based Maintenance, para seus ativos mais importantes irão maximizar a produtividade desses ativos em relação à sua vida útil. Porém, a MCC não acontece sozinha.

É necessário que as equipes de manutenção e operação de máquinas trabalhem juntas e se utilizem de todos os recursos à disposição para identificar e reparar as falhas potencialmente agressivas antes que ocorram.

OEE – OVERALL EQUIPMENT EFFECTIVENESS (EFICÁCIA GLOBAL DO EQUIPAMENTO)

OEE é um dos componentes fundamentais da TPM (Manutenção Produtiva Total). O indicador é definido como um percentual de tempo em que a indústria (maquinário ou conjunto de máquinas) é capaz de produzir, à plena capacidade, dentro da especificação estabelecida.

Seu índice perfeito, e utópico, seria 100% do tempo. Em outras palavras, ela mede a diferença entre o desempenho real e potencial de uma unidade de produção. Sua fórmula é:

OEE (%) = Disponibilidade (%) x Desempenho Eficaz (%) x Índice de Qualidade (%), onde:
  • Disponibilidade: o percentual de tempo em que efetivamente houve produção;
  • Desempenho eficaz: do tempo que produziu, quão rápido produziu os itens;
  • Qualidade: das unidades produzidas, qual foi o percentual aceito para venda.

A OEE é um indicador interessante porque perdas de disponibilidade podem ser decorrentes das práticas tanto operacionais como de manutenção, incentivando o trabalho conjunto dessas duas equipes. Além de indicar quanto de perda aconteceu, ele indica onde ela acorreu.

A OEE direciona o foco para a perda de potencial em comparação ao índice possível (100%).

Permite a análise de todas as oportunidades de melhoria, escolhendo-se assim aquelas que possam proporcionar um melhor retorno para atingir as metas de produção. E, consequentemente, para satisfazer as necessidades do cliente em, pelo menos, qualidade do produto e prazo de entrega.

As indústrias têm uma alocação do seu orçamento total de manutenção, entre corretivas, preventivas e preditivas.

O que se busca é reduzir a manutenção reativa e trabalhar proativamente com a antecipação de falhas e quebras a fim de melhorar a produtividade do ativo e atingir as metas de produção.

Se equipamentos para monitorar a confiabilidade de máquinas ainda não são de uso comum, é porque há fatores como custo, disponibilidade, facilidade de uso e dificuldade de acesso aos dados monitorados que o atrapalham.

A solução Dynamox derruba essas barreiras. Quer conhecer mais?

Solução Dynamox

Entre em contato!

Por Alisson Moura

Possuo sólida experiência em manutenção industrial, com 15 anos de atuação na área de manutenção preditiva nos mais diversos segmentos da indústria brasileira; Atuei em todos os cargos relativos à manutenção preditiva, iniciando como inspetor de coleta de dados, chegando a Especialista em Preditiva. Perfil totalmente voltado à Indústria 4.0, Manutenção Prescritiva e Centrada em Confiabilidade. Atualmente atuo como especialista de aplicações em projetos de monitoramento online de ativos através de tecnologia IoT focando em aumento da segurança dos colaboradores, redução de custos e aumento de produtividade nas empresas de mais de 40 países.